Colares e o Conde do Lavradio: Nota biográfica de um grande diplomata

Conde do Lavradio, desenho a lápis de Domingos Sequeira, feito em 1824.

D. Francisco de Almeida Portugal, filho de D. António Máximo de Almeida Portugal Soares de Alarcão Melo Castro Ataíde Eça Mascarenhas da Silva e Lencastre, Marquês do Lavradio, e de D. Ana Teles da Silva, nasceu em Lisboa (1796).

Foi fidalgo; acompanhou seu pai, a Corte e o Rei na retirada para o Brasil, perante a invasão francesa, onde residiu (1807 – 1818); proprietário; diplomata; comendador daa Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1818); conselheiro de embaixada de Portugal na Corte de Madrid e Espanha (1818 – 1819); conselheiro de embaixada na Corte de Paris e França (1819 – 1822); secretário da embaixada de Portugal em Paris (1824); político; Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (Agosto de 1826 – Junho de 1827); fidalgo da Casa Real (1826); Conselheiro de Estado Honorário (1826); parlamentar; deputado da Nação às Cortes pela província da Beira (1826 – 1828); veador da Casa da Infanta Dona Isabel Maria (1827 – 1828); emigrado político por ser partidário do liberalismo e da Constituição (1828 – 1834); enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Portugal para a Corte de Paris e França, em nome do Governo da Regência e do Imperador Dom Pedro do Brasil (1830 – 1833); escritor (1834); 2.º Conde do Lavradio, por mercê da Rainha Dona Maria II (Dezembro de 1834); ministro plenipotenciário para a Corte de Madrid (1835 – 1836); enviado extraordinário a Inglaterra e a França (1835); Par do Reino (Outubro de 1835); ministro plenipotenciário encarregado de negociar o casamento da Rainha Dona II com o Príncipe Fernando de Saxónia-Coburgo-Gota (1835); na sequência do decreto liberal que encerrou os conventos e mosteiros, comprou o Convento de Santa Ana do Carmo de Colares, transformado em quinta e casa de habitação privada (1835); proprietário em Colares (1835); pede autorização ao Governo e ao Cardeal Patriarca de Lisboa para retirar os corpos que estavam sepultados na Sala do Capítulo da sua Quinta de Santa Ana do Carmo de Colares, antigo convento, para que a possa transformar em sala de jantar (Outubro de 1840); exumação e transladação de todos os corpos que estavam sepultados na Sala do Capítulo do Convento de Santa Ana do Carmo de Colares, agora transformado em sua quinta privada e casa de habitação (Setembro de 1845); Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (1846); Par do Reino (1846); ministro plenipotenciário para a Corte de Londres e Inglaterra (1851 – 1869); presidente da Câmara dos Pares do Reino (1858 – 1870); embaixador de Portugal em Roma e Itália (1869 – 1870).

Faleceu em Roma (1870).

Por: Jofre Alves