Combater o medo na área da educação é estratégico

“Tranquilidade responsável” é a ideia defendida pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, e partilhada pelos vereadores e dirigentes municipais que fazem parte do grupo de trabalho metropolitano da educação, relativamente à abertura do ano letivo 2020/21, marcada para a próxima semana.

“Hoje sabemos mais do que no início da pandemia, conhecemos a capacidade de adaptação muito positiva do sistema educativo, temos mais tempo de preparação e implementámos condições que que nos colocam numa situação de maior segurança e serenidade, por isso vamos encarar o presente com uma tranquilidade responsável”, referiu o governante, na abertura de uma reunião ordinária do grupo metropolitano da educação, que decorreu ontem, presencialmente, nas instalações da Área Metropolitana de Lisboa.

Melhorar o acesso aos meios tecnológicos, trabalhar a estabilidade emocional das crianças e jovens, alargar as tutorias de apoio aos alunos, reforçar a equipa de apoio técnico nas escolas e acelerar o plano de transição digital, são algumas das medidas que estão a ser trabalhadas no Ministério da Educação, para garantir o bom funcionamento do próximo ano letivo.

Na reunião, conduzida pelo secretário metropolitano João Pedro Domingues, foi ainda referido por João Costa que o acesso às áreas artísticas, os cuidados específicos com alunos portadores de doenças crónicas e a atenção às crianças e jovens em risco farão igualmente parte das medidas que vão exigir cuidados suplementares durante o ano letivo 2020/21.

Os responsáveis municipais, por sua vez, reivindicaram um conjunto de medidas, cuja implementação é fundamental para que o ano letivo possa decorrer dentro da normalidade possível: a necessidade de contratar mais assistentes operacionais, a adaptação das escolas à presente realidade pandémica e o reforço dos transportes escolares e dos circuitos especiais.
Em jeito de conclusão, João Costa convidou todos os representantes municipais e metropolitanos para não serem a voz do medo neste complexo jogo de equilíbrios: “O medo não pode ser fator de decisão. Não nos vamos deixar dominar pelo medo nas tomadas de decisão. Com a razão chegaremos a melhores resultados”.