COVID-19 | Apoio a vítimas de violência doméstica

A Câmara Municipal de Sintra une esforços contra a violência doméstica e ao longo dos próximos dias divulgará nas suas plataformas digitais a campanha #EUSOBREVIVI, promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Assim importa recordar que o estado de emergência, provocado pela Covid-19, levou ao confinamento no mesmo espaço de vítimas e agressores, causando o agravamento dos casos por violência doméstica.

Para fazer face ao isolamento social das vítimas, foram criadas formas de comunicação para denunciar os atos de violência.

Fique atento aos conselhos de segurança e mantenha ao seu alcance os números para os quais deve ligar em caso de ser vítima doméstica ou conhecer alguém. Caso não seja seguro guardar os números de telemóvel, tente memorizar.

Siga estes conselhos:

  • Mantenha contacto com pessoas de segurança. Identifique membros da família, vizinha e pessoas amigas que a possam acolher se tiver de sair de casa.  
  • Combine códigos de emergência com essas pessoas: um sinal, gesto, palavra, ou um objeto na janela, para que estas possam alertar as autoridades em caso de urgência.  
  • Se existirem crianças em casa, combine códigos – sinal, gesto, palavra – para utilizarem em caso de urgência e os comportamentos que devem adotar nessas situações.  
  • Avalie se podem fazer quarentena junto de familiares ou pessoas amigas em condições de segurança.  
  • Crie um plano de segurança que pode passar por:

– Identificar a zona “mais segura” da casa, para onde possa ir e na qual tenha acesso ao exterior (porta e janela).

– Fazer cópias ou tirar fotografias de documentos importantes: cartão de cidadão, passaporte, seguros e partilhe com as pessoas da sua confiança.

– Preparar uma mala de emergência com chaves extra, roupa para si e para as crianças, medicamentos e cópias dos documentos.

  • Se precisar de ajuda para fazer este plano de segurança ligue para 808 202 148 ou envie uma SMS para 3060 (apague as SMS e e-mails que enviar). Os números disponibilizados são gratuitos e funcionam todos os dias, 24 horas por dia.  
  • Use um computador ou telemóvel ao qual a pessoa agressora não tenha acesso.

Se sentir que a sua vida está em risco não hesite em ligar para o 112.

Pode ainda optar por enviar um e-mail para o endereço criado para que possa dar lugar às suas questões, enviar pedidos de apoio e de suporte emocional.

Além dos números de telefone mencionados, existem outros a que pode recorrer:

  • 116 006 – Linha da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
  • 116 111 – Linha SOS Criança, que deverá ensinar se tiver crianças
  • 144 – Linha de Emergência Social

Recorde-se que a violência doméstica é considerada um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.

Fique atento a sinais de violência e, na dúvida, ligue.