Estoril Sol lança nova edição da “Egoísta”com uma reflexão de “Receitas para a Vida”

Idealizada em plena pandemia, a nova “Egoísta” aposta numa edição altruísta intitulada “Receitas Para a Vida”. Propriedade da Estoril Sol, a revista mais premiada a nível europeu, convida os seus leitores a reflectir sobre os complexos desafios que a Covid-19 colocou, desde 2020, à condição humana e ao mundo em geral.

“Da reportagem na Fortaleza do Guincho ao conjunto de poemas de Nuno Júdice para compor uma salada ideal, a revista propõe a reflexão humanista através do portefólio de Kelly Dassault, que mostra a vida dos migrantes mexicanos na fronteira com os EUA. Francisco José Viegas relata-nos a verdadeira alegria das receitas de família e outras, enquanto Maria João Leite identifica emoções, objectos, espaços que são receitas que fazem da vida um lugar melhor para se viver”, revela a editora Patricia Reis.

Três Gramas de Palavras Para Ser Feliz é a ficção assinada por Patrícia Reis e How (Not) to Live Life, de Wasted Rita, dá-nos indicações mais precisas. Pão-de-Ló leva José Luís Peixoto por outros caminhos e Gonçalo F. Santos fotografa o espaço íntimo da cama. Arte do Riso chega-nos pela pena de Rita Ferro e Lara Roseiro avisa-nos, no seu portefólio, que “eu sou mais bolos”. Sérgio é o conto de Maria Manuel Viana, e as receitas de Meete Juulsgaard acompanham as fotografias de Martin Kaufmann. Conclusão? Como diz Oscar Wilde, “Adoro prazeres triviais. São o último refúgio do complexo”. De trivial, a “Egoísta” tem pouco, por isso, veja se a consegue apanhar.

Escreve Mário Assis Ferreira, Director da “Egoísta”, no editorial: “Dizem que Deus sorri quando nos vê elaborar um plano. Na indulgência desse sorriso revela-se a nossa frágil pequenez, qual partícula de insignificante matéria na infinitude cósmica de um desígnio divino. Assim retornamos à verdade da nossa condição humana, não raro prisioneiros de uma angústia vizinha da solidão, de uma impotência que induz à frustração”.

E prossegue: “Estamos a emergir de dois penosos anos, sobreviventes de um “mundo composto de mudança”, confrontados nessa mudança composta de um mundo incerto, excepto na paradoxal certeza de que a vida nos exige um novo começo. Que esse novo começo seja a esteira rolante dessa máquina do tempo que nos empurre para a frente, que nos impeça de ficar parados sem hiatos de desistência! Pois que, de tão inexorável essa torrente do tempo, eis um presente que nem sequer existe: quando o vivemos e dele temos a percepção cognitiva, já esse presente se transmutou em passado, já o passado nos reclama o futuro. E ainda que se possa perder a noção do tempo, que jamais se perca o sentido da vida! Como se o dealbar de um anseio começasse num sorriso. E um sorriso fosse a antecâmara da vontade de ser feliz. Deus nos perdoe a heresia de lhe despertar o sorriso, mas este estranho mundo exige-nos um plano de ensaios de felicidade. Esse, o receituário que, desta feita, nos serviu de inspiração. Sem esquecer que não há receitas para ser feliz…”.

“Mas sempre vale a pena tentar o devaneio. A vida passa tão lesta que, dos seus sabores, os mais gratificantes são aqueles cujos ingredientes nem conseguimos definir, pois parecem-se fundir num só. Nessa fusão de vivências reside o anseio de uma felicidade almejada, qual ilusão oscilante que tantas vezes se perde para de novo se achar. Busquemos, pois, a título de exemplo, alguns desses ingredientes prazerosos que nos dão sabor à vida: o aconchego da família, a partilha do amor, o desfrutar da amizade, a gratidão de uma dádiva, o enleio da boa gastronomia, a experiência de um hotel de charme, o prazer de uma conversa inteligente, a comoção perante o belo da natureza, da arte, da música, de um bom livro, do filme que nos fez sonhar, da viagem que sempre quisemos fazer, e – quem sabe? – brindar à vida até a madrugada perder a timidez. Basta, afinal, que esqueçamos a nossa pequenez e a troquemos pela magnitude do desígnio de viver”, conclui.

Em mais uma edição de colecionador, a “Egoísta – Receitas para a Vida”, como as restantes, é para guardar.Os leitores da revista “Egoísta” podem encontrá-la à venda no Clube IN do Casino Estoril e do Casino Lisboa. A “Egoísta” tem, ainda, uma campanha de assinaturas e está disponível em www.egoista.pt