Frederico Guilherme da Silva Pereira: Uma Ilustre Figura da História de Sintra

Frederico Guilherme da Silva Pereira, filho do coronel Francisco Xavier da Silva Pereira e de D. Antónia Josefa de Abreu, nasceu na vila de Monção, província do Minho (28 de Abril de 1806).

Foi aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (Outubro de 1822 – Junho de 1827); bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra (Junho de 1826); licenciado em Direito (Junho de 1827); magistrado judicial; Juiz de Fora e do Cível da Comarca de Sintra, Colares e Belas, nomeado por Dom Pedro, Duque de Bragança, em nome de sua filha a Rainha Dona Maria (Julho de 1833 – Outubro de 1835); presidente da Câmara Municipal de Sintra (Julho de 1833 – Maio de 1834); como Juiz de Fora e presidente da Câmara Municipal preside à hasta pública de arrematação dos rendimentos das quintas e casas sequestradas em Sintra aos ausentes Duque de Cadaval, Duque de Lafões, Marquês de Borba, Marquês de Pombal, Conde de Soure e Viscondessa de Asseca, todos partidários do Rei Dom Miguel e exilados políticos (Novembro de 1833); como Juiz de Fora e do Cível de Sintra tomou posse e fez o inventário de extinção do Convento de Nossa Senhora da Pena de Sintra e bens anexos (9 de Junho de 1834); Juiz de Direito de 1.ª Instância (1835); Juiz de Direito do Julgado de Sintra (Outubro de 1835 – 1838); colaborador da REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE (1848 – 1849); proprietário em Sintra; Senhor da Quinta da Portela, em Sintra, pelo seu casamento (1849); Senhor da Quinta do Campo de Seteais, em Sintra, pelo seu casamento (1849); comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1850); fidalgo-cavaleiro da Casa Real com 1600 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada por dia (Janeiro de 1851); deputado da Nação pelo círculo dos Arcos de Valdevez (1851 – 1852); mercê do título de Conselheiro do Conselho do Rei (Janeiro de 1853); político; grão-mestre do Círculo Irlandês de Lisboa da Maçonaria (1853); deputado da Nação pelo círculo eleitoral de Sintra (Janeiro de 1853 – 1856); vice-presidente da Câmara dos Deputados (1853); ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça (Setembro de 1853 – Junho de 1856); ministro interino da Fazenda (Novembro de 1855 – Janeiro de 1856); administrador da Capela de António Alves e Francisco Cordovil, no Convento de São Domingos de Lisboa,  como tutor dos filhos do Conde das Antas (1856); juiz do Tribunal da Relação do Porto (Maio de 1856); vogal da Comissão Central Eleitoral do Partido Regenerador (Maio de 1858); juiz desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa (1861 – 1866); juiz vice-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa (1866 – 1867); 9.º juiz presidente do Tribunal da Relação de Lisboa (Janeiro de 1868 – Fevereiro de 1871).

Casou em Sintra com D. Ana Cândida dos Reis, filha do capitão-mor Máximo José dos Reis e de D. Maria Rosa do Carmo Pereira.

Faleceu em Lisboa (18 de Fevereiro de 1871).

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves